Portugal Liberal

segunda-feira, julho 26, 2004

Assim, Sim!!!

Numa notícia do publico.pt de hoje pode ler-se:

"A Provedoria de Justiça pediu hoje à administração fiscal que cumpra a lei e pague os juros compensatórios aos contribuintes nos casos de processos tributários anulados ou cuja revisão é demorada."

Creio que por si só esta notícia é sinal de que o nosso país está a andar para a frente e no bom caminho, de que está a abandonar muitas das ideias marxistas com que se identificou no pós 25 de Abril, que está a chamar à responsabilidade quem não a tem mas devia ter, neste caso as Finanças. Até que enfim se começa a vislumbrar igualdades de exigências entre o Estado e o cidadão comum no sector fiscal, pois até agora havia a ideia de exigência para com os contribuintes mas de desplicencia inveterada por parte das Finanças, como se os contribuintes fossem criados e não fossem merecedores de respeito por parte das mesma. Finalmente se está a acabar com a arrogância, prepotência e incompetência das Finanças.

sexta-feira, julho 23, 2004

Um Filho, um Filósofo e um Poeta...

Como já devem ter reparado pelo título venho falar-vos dos actuais candidatos ao cargo de Secretário Geral do PS visto que ontem ficou completo o conjunto de candidatos ao mesmo.
 
Assim sendo podemos começar por falar do Dr. João Soares, "O Filho". O Dr. João Soares na minha perspectiva será o candidato que ficará em 3º lugar, isto se não desistir. É um político muito apagado que nunca se conseguiu livrar da sombra do pai e já poucas pessoas se lembrarão que ainda à cerca de dois anos era o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa. Por outro lado situa-se demasiado à esquerda, não dando por isso a certeza aos militantes do PS de que não fará uma indesejável aliança com o PCP à semelhança do que fez enquanto autarca da capital. Por outro lado a mudança de discurso do seu pai nos últimos anos, de homem dos americanos em 1974 para anti-americano convicto (situando-se por isso quase na extrema esquerda) nada abona a seu favor pois como é sabido se o PS quer ganhar as próximas eleições legislativas terá de procurar um discurso que cative o eleitorado de centro (aqueles cerca de 20% de "eleitores flutuantes"), visto que as bases à esquerda estão relativamente seguras (podendo no máximo e muito dificilmente perder 2% para o BE).
 
Quanto ao Dr. Manuel Alegre, "O Poeta", é um líder histórico do PS e que esporádicamente (ainda que mais vezes do que o Dr. João Soares) vai aparecendo nos "media" não só com críticas à Direita como também para fazer comentários e dar a conhecer a sua obra literária. Tem mais apoios (e de maior peso político) do que o Dr. João Soares dentro do PS principalmente na denominada "Ala Esquerda" e conseguirá muito provavelmente maior cobertura mediática do que o Dr. João Soares.
No entanto apesar destas mais valias (eleitorais), tem dois "handicaps": um discurso demasiado à esquerda (nocivo para o PS em eleições legislativas) e a incerteza que fez questão de deixar patente em relação a ser ou não candidato a primeiro ministro, o que faz com que pareça um meio candidato.
Pelas razões supramencionadas creio que ficará em 2º lugar (ainda que um segundo lugar confortável, bastante distanciado do Dr. João Soares).
 
Por fim, creio (como a esmagadora maioria dos Portugueses) que póximo Secretário Geral do PS será (a bem do PS) o Dr. José Sócrates, "O Filósofo". Isto porque tem o discurso mais ao centro (logo com maiores possibilidades em ganhar eleições, especialmente as legislativas), a melhor imagem, a maior cobertura mediática (logo a maior popularidade) e mais apoios (bem como de maior peso, como é o caso da chamada "máquina partidária" onde o Dr. Jorge Coelho é a figura de proa) dentro do PS do que os restantes candidatos. Por outro lada também já vém a preparar a sua candidatura à mais tempo e com melhor organização pois é o candidato da "máquina". Exemplo disso mesmo foi o jantar de ontem à noite com cerca de oitenta autarcas socialistas.
Do seu "handicap", o problema da localização para a instalação das coinceneradoras, já poucos se lembrarão à excepção é claro dos habitantes das localidades onde era visada a instalação das mesmas.
Estou convicto que terá pelo menos 55% dos votos nestas eleições internas.

quinta-feira, julho 22, 2004

De nenhuma competência a competência a mais...

Assim se resume a mudança de discurso dos nossos ecologistas no espaço de uma semana, como se costuma dizer "de 8 para 80". Certo é hoje que o actual Ministro do Ambiente o Dr. Nobre Guedes afinal não era o tal ignorante em matéria ambiental como vaticionavam os ecologistas portugueses, nomeadamente o Dr. Francisco Ferreia da Quercos, à uma semana atrás. É caso para perguntar por onde anda a credibilidade dos mesmos ecologistas!
Por outro lado ficámos hoje a saber pelo Partido Ecologista "Os Verdes" (a tal "Delegação do Partido Comunista Português", como diz e bem o Dr. Paulo Portas) que afinal para se ir para Ministro do Ambiente não se pode ter tomado contacto profissional anteriormente com a área ambiental, ou seja, é necessário (pelo que deduzo das afirmações do mesmo partido) ser-se um total ignorante na matéria. Mais ainda, o dito partido como deve andar mais preocupado em ouvir as histórias de Lenine ou a tentar compreender a caduca e obsoleta doutrina marxista do que com o ambiente propriamente dito afirma que o Dr. Nobre Guedes por ter sido Presidente da Assembleia Geral (lembro que este cargo é um cargo não executivo) de duas empresas da àrea ambiental está sujeito às pressões das mesmas em vez de dizer que o Dr. Nobre Guedes tem um bom relacionamente com empresas que prestam serviços ao Estado Português (já antes de ele ser Ministro) como é o caso da Sociedade Ponto Verde e que esse bom relacionamente pode, a bem do ambiente, desbloquear e agilizar (sempre no cumprimento da  lei vigente sobre impedimentos e conflitos de interesses)  futuras negociações entre as mesmas empresas e Estado.


quarta-feira, julho 21, 2004

A Polémica em torno do Dr. Paulo Moita de Macedo...

Não quero, muito honestamente, acreditar que o Dr. Bagão Félix se decida pela demissão do Dr. Paulo Moita de Macedo, actual Director Geral dos Impostos, apenas e tão somente por o mesmo auferir um salário de 23.480 euros mensais, pois tal situação ultrapassaria de longe o limiar do ridículo e da irresponsabilidade. Isto traduzir-se-ia na terceira mudança no cargo de Director Geral dos Impostos em menos de dois anos e em tempos de "vacas magras", de "apertar o cinto", onde é por isso necessário um extraordinário rigor orçamentenal e fiscal. Sendo assim, semelhante atitude, manifestaria um profundo desrespeito para com os impostos dos contribuintes pois para além de uma nova paralização da máquina fiscal esta manifestar-se-ia apenas com a preocupações "igualiatárias" (no sentido que se colocar uma pessoa neste cargo que se sujeitasse a salário igual aos dos restantes directores gerais, ou seja, de 6.387,25 euros), esquecendo-se das preocupações de rigor, competência, qualidade e de exigência que devem existir nesta que foi classificada, pelo anterior Governo, "como a principal empresa do país".
Mesmo as ditas preocupações igualitárias são obsoletas e caducas, tendo por isso perdido vigência hoje em dia. Pois se à cerca de 200 anos atrás com a Revolução Francesa o Positivismo Jurídico defendia que a igualdade consistia em tratar todos por igual ignorando as diferenças de cada um e com isto promovia a desigualdade em vez da tão desejada igualdade, isto porque via a igualdade como um meio e não como um fim, hoje em dia com a superação do mesmo Positivismo a igualdade é encarada como um fim e não como um meio, assim sendo, esta consiste em tratar o igual de forma igual na medida da sua igualdade e o desigual de forma desigual na medida da sua desigualdade. Isto tudo para dizer que dar o mesmo salário a uma pessoa competente e a uma incompetente não é sinónimo de igualdade mas sim de desigualdade pois previligia-se o segundo em detrimento do primeiro.
Como se tudo isto não bastasse o Estado deve sujeitar-se às regras de mercado e por isso se quer pessoas competentes, capazes, efecientes, altamente qualificadas, com currículos de excelência e elogiadas por pessoas tão insuspeitas como o Prof. Doutor Silva Lopes ou o Prof. Doutor Sandanha Sanches, para lugares de topo onde todos esses atributos se devem exigir deve "pagar por eles" (através do salário a pagar) o preço de mercado (neste caso o ordenado que o Dr. Paulo Moita Macedo auferia no Grupo Millenium BCP) pois caso contrário estas pessoas irão para o sector privado onde serão mais bem pagas.
Concluo com tudo isto que neste caso concreto "o barato poderá sair muito caro!".




domingo, julho 18, 2004

XV vs. XVI Constitucional

Tirando a capacidade de fazer passar a mensagem pretendida que francamente ficou abaixo das expectativas e de um ou de outro comentário menos feliz de um ou de outro Ministro faço francamente um saldo bem positivo do XV Governo Constitucional.
Seguidamente farei um breve comentário à performance dos Ministros que saíram que considero mais importantes, dos que ficaram, dos que mudaram de pasta ministerial e das expectativas que tenho em relação a alguns do novos Ministros bem como aos novos Ministérios criados.

 

Ministros(as) que saíram:
 

Dra. Manuela Ferreira Leite (Ministra das Finanças): A Dr. Manuela Ferreira Leite embora tenha praticado uma política que se situa nos antípodas de uma política liberal, ou seja, uma política conservadora não posso dizer por isso que tenha feito um mau trabalho, muito pelo contrário dadas as circuntâcias em que aceitou a pasta bem como as restrições impostas pelo PEC (e tão somente por estas razões) até acho que fez um óptimo trabalho.
A medida desta Ministra que mais apreciei foi a de, com a coragem e o rigor que sempre a caracterizaram, por um "travão" à contratação de novos funcionários públicos. Pois considero que o actual número de funcionários públicos é (em média por serviço) o dobro do necessário.

Dr. Carlos Tavares (Ministro da Economia): Se exceptuarmos os problemas que teve na privatização da Portucel e da Galp, a restante actuação foi brilhante.
 

Dra. Teresa Gouveia (Ministra dos Negócios Estrangeiros e das Comunidades Portuguesas): Teve a meu ver uma excelente performance não ficando nada atrás do seu antecessor na pasta. A meu ver não haveria nenhuma necessidade de ter saído.
 

Ministros que ficaram:
 

Dr. Paulo Portas (Ministro Ministro de Estado, Ministro da Defesa Nacional e agora também dos Assuntos do Mar): Enquanto Ministro da Defesa Nacional foi o Ministro com mais sucesso, na concretização do seu programa, em todo o governo procedendo à maior reforma nas Forças Armadas desde o 25 de Abril, informatizando-as, reduzindo custos e renovando os equipamentos além de ter "salvado" as OGMA e de as ter posto num caminho de sucesso.
Os meus mais sinceros Parabéns!
 

Dr. Luís Filipe Pereira (Ministro da Saúde): Para mim foi juntamente com o Dr. Paulo Portas o melhor Ministro do anterior Governo, sendo sem dúvida juntamente com o Ex-Ministro da Economia, o Dr. Carlos Tavares, o Ministro mais Liberal.
Para mim a sua melhor medida foi sem dúvida a criação dos chamados Hospitais S. A. .
 

Ministros que mudaram de pasta:
 

Dr. António Bagão Félix (Ex-Ministro da Segurança Social e do Trabalho, actual Ministro das Finanças): Apesar do que já escrevi acerca deste Ministro nunca é demais lembrar o rigor, a competência, a seriedade e o sentido de justiça social deste Ministro que que pelo bom trabalho desenvolvido (não obstante das dificuldades que teve no mesmo, acerca das quais também já escrevi) teve uma merecida "promoção" (não só em termos de importância de cargo como também na dificuldade do mesmo) a Ministro das Finanças, lugar para o qual o considero, também pelo já mencionado curriculo (no post anerior), perfeitamente capaz.

Dr. José Luís Arnaut (Ex-Ministro Adjunto do Primeiro-Ministro, actual Ministro das Cidades, Administração Local, Habitação e Desenvolvimento Regional): Mudança de pasta merecida pelo bom desempenho no "dossier" Euro 2004 (e sabe-se lá se pelo também bom desempenho enquanto foi Secretário Geral do PSD).
Penso que terá plena capacidade para o desempenho do cargo (não deverá ser mais difícil do que o diálogo que tinha com todas as estruturas dos partido enquanto Secretário Geral do PSD, nomeadamente com os autarcas sociais democratas).
 

Novos Ministros:

Dr. António Mexia (Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações): Sem dúvida uma grande e boa aposta, com um curriculo inquestionável de onde se destaca o lugar presidente executivo da Galp Energia.

Dr. Álvaro Barreto (Ministro das Actividades Económicas e do Trabalho): Pessoa não só com grande experiência (que se manifesta pelo seu curriculo) mas acima de tudo grande tacto político e económico. No entanto talvez fosse preferível a manutenção do Dr. Carlos Tavares enquanto Ministro da Economia, o tempo o dirá...

Dr. Fernando Negrão (Ministro da Segurança Social, da Família e da Criança): Sem dúvida o rosto mais humano e social deste novo governo. Está para o cargo assim como o Luís Figo está para o Futebol.
 

Dr. Telmo Correia (Ministro do Turismo): Homem de grande capacidade para o desempenho tanto deste como qualquer outro cargo político. Na minha opinião foi sem dúvida o melhor líder parlamentar do hemiciclo, dividindo apenas o lugar de melhor parlamentar com o deputado Nuno Melo .

Dr. António Monteiro (Ministro dos Negócios Estrangeiros e das Comunidades Portuguesas): Tem à semelhança dos seus antecessores um currículo não só excelente como também de excelência sendo muito difícil (se é que é possível) encontrar melhor pessoa para o cargo.
 

Novos Ministérios:
 

Anexação dos Assuntos do Mar ao Ministério da Defesa Nacional: Acho extremamente importante esta anexação para mais facilmente se organizarem meios ao combate as vários tráficos (de droga, de tabaco, etc...) que têm entrada por via marítima, sendo sabido que o combate ao mesmo muitas vezes necessita de meios da Marinha e da Força Aéria. Para além destes casos à ainda a necessidade de patrolhamento da nossa zona económica exclusiva para evitar a pesca ilícita de pescadores espanhóis nas nossas águas (como é frequente no Algarve) ou ainda de que catástrofes do género do Prestige possam afectar as nossas costas.
 
 
Ministério das Actividades Económicas e do Trabalho: Considero extrordinariamente importante a junção da economia com o trabalho pois só assim será possível resolver um dos maiores problemas da nossa economia que é a baixa taxa de produtividade da nossa mão-de-obra.
 
 
Ministério do Turismo: É caso para dizer "já não era sem tempo!". Isto porque como é sabido este sector representa uma "fatia" muito importante do nosso PIB, razão mais do que suficiente para lhe dar especial atenção. Pois só assim se poderá tratar o assunto com a seriedade que o mesmo merece afim de o rentabilizar ao máximo.
É também de referir que à excepção da ilha da Madeira no resto do país este sector não tem merecido a atenção necessária estando muito aquem das possibilidades que o clima e os restantes actractivos do nosso país podem proporcionar.
 
 
Ministério da Segurança Social, da Família e da Criança: Finalmente é reconhecida através de um Ministério a importânncia da família enquanto o alicerce, a base fundante de toda a sociedade e o reconhecimento da necessidade de protecção da criança enquanto a geração futura da mesma sociedade (à criação deste Ministério certamente não terão sido alheios os problemas de necessidade de protecção da criança levantados pelo conhecido "processo Casa Pia").
 
 
Finalmente resta-me dizer o que penso e o que espero na generalidade deste novo Governo.
 
 
Posto isto, penso e espero que este Governo seja mais liberal do que o anterior: liberalizando e privatizando cada vez mais, contribuindo para aumentando da produtividade das empresas e dos próprios serviços públicos, e reduzindo os impostos.
Quanto à capacidade de fazer passar mensagem positiva que o país necessita julgo que o Dr. Pedro Santana Lopes pelas suas conhecidas qualidades de orador terá mais facilidade e mais sucesso do que o seu antecessor.

quinta-feira, julho 15, 2004

Só não estou chocado porque já estou habituado!

Só não estou chocado com as declarações das centrais sindicais (CGTP e UGT) porque já estou habituado às suas acusações infundadas e sem o mínimo de rigor ou credibilidade. As acusações em causa foram as de afirmar que o novo Ministro das Finanças, o Dr. Bagão Félix, não tinha a formação nem a experiência necessária para assumir o dito cargo.
Para sustentar aquilo que estou a dizer basta olhar o seu curriculo académico e profissional (não político):

Habilitações Académicas

Licenciado em Finanças, Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras da Universidade Técnica de Lisboa (actual Instituto Superior de Economia e Gestão) (1970)
Curso sobre Gestão no INSEAD, Fontainbleau (França) (1995)

Actividade Profissional

Director Financeiro da Companhia de Seguros "A Mundial" e, em sua representação, Administrador da Interurbe (1973 a 1976)
Membro do Conselho de Gestão da COSEC - Companhia de Seguros de Crédito (1976 a 1979)
Membro do Conselho Directivo do Instituto Nacional de Seguros (1979-1980)
Presidente do Conselho de Administração da Coprur e Continur em representação de "A Mundial" (1985)
Administrador do BCI - Banco de Comércio e Industria (1985 a 1987)
Administrador do Banco de Portugal (1992-1993)
Presidente do Conselho de Administração da Valora - Serviço de Apoio à Emissão Monetária, S.A. (1992-1993)
Vice-Governador do Banco de Portugal (1993-1994)
Presidente do Conselho e Administração da Sociedade Gestora do Fundo de Pensões do Banco de Portugal, S.A. (1993-1994)
Membro do Comité de Supervisão Bancária do Instituto Monetário Europeu (1994)
Presidente da Comissão Directiva do Fundo de Garantia de Depósitos (1994)
Director Geral do Banco Comercial Português (desde 1994)
Administrador da Companhia de Seguros Ocidental (1994 a 2000)
Administrador das Sociedades Gestoras de Fundos de Pensões Vanguarda e Praemium, da Companhia Seguro Directo e da AutoGere (1995 a 2000)
Vice-Presidente da Companhia de Seguros Bonança (e Império Bonança) e da Companhia Portuguesa de Seguros de Saúde ("Médis") (1995 a 2001)
Administrador da "Seguros e Pensões Gere, SGPS", holding de Seguros do Grupo BCP: Administrador da PensõesGere (1995 a 2001)
Presidente da Comissão Técnica de Saúde da Associação Portuguesa de Seguradores (1997 a 2000)
Consultor da Administração do Banco Comercial Português (desde 2001)

Actividade Docente

Assistente no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras (Matemáticas Gerais) (1972-1973)
Assistente no Instituto Superior de Ciências Sociais do Trabalho e da Empresa (Estatística Analítica) (1975-1976)
Professor Auxiliar Convidado, na Universidade Internacional ("Gestão Financeira da Segurança Social", "Emprego e Protecção Social" e "Esquemas Complementares de Segurança Social") (1986-1987 e 1991-1994)
Membro do Conselho da Universidade de Aveiro (desde 1991)

O Novo Ministro das Finanças...

Sempre achei o Dr. Bagão Félix uma pessoa ponderada, sensata, competente e equilibrada (ás vezes até demais). Foi com grande agrado que vi após as eleições legislativas de 2002 a sua entrada para o Governo então como Ministro da Segurança Social e do Trabalho.
Surpreendeu-me pela positiva com o chamado "pacote laboral" (o original sem as alterações que posteriormente lhe foram feitas) pois era um projecto bastante equilibrado (politicamente ao Centro) pois se por um lado trazia uma flexibilidade à muito almejada pelos nossos empresários permitindo assim aumentar a efeciência, competitividade e produtividade das suas empresas por outro trazia benefícios para os trabalhadores como por exemplo uma melhor remuneração das horas extraordinárias. Por curtas e simplificantes palavras este projecto visava "descomplicar" e "desmarxizar" a "vida" das empresas portuguesas.
Embora na mesma altura estivesse a ser discutido um semelhante projecto ainda mais à direita na Alemanha proposto pelo Chanceler Schröder (líder do SPD que na Alemanhã é um partido de esquerda), os Sindicatos nomeadamente a CGTP ("um braço não armado do PCP") apelidaram o projecto de ser um gravíssimo atentado aos direitos (ainda que obsoletos e caducos) dos trabalhadores. E assim prosseguiram com o entrave ao mesmo projecto apoiados nos aspectos mais marxistas da nossa Constituição. Com isto conseguiram reduzir para menos de metade os objectivos práticos do mesmo projecto.
Para além do referido projecto que infelizmente e pelas mencionadas causas não conseguiu efectivar na plenitude é patente o sentido de rigor, justiça e solidariedade social deste homem profundamente católico.
Assim sendo, não obstante dos problemas que teve com o supramencionado projecto considero este homem profundamente capaz de desempenhar o cargo de Ministro das Finanças pois, e para além do seu vastíssimo curriculo com grandes provas dadas na área finaceira que pode ser aqui consultado, quem faz tudo aquilo que está ao seu alcance em ordem ao cumprimento dos seus objectivos em prol do bem geral da sociedade mais não lhe é exigido.

quarta-feira, julho 14, 2004

Demagogia por onde andas???

Lembram-se da esquerda criticar o Prof. Doutor João de Deus Pinheiro dizendo (na ausência de qualquer argumento pejorativo credível) que ele era tão somente "um jogador de golfe inveterado" querendo com isto afirmar que o mesmo não tinha qualquer competência política?
Pois bem o mesmo foi esta semana (mais precisamente na Terça-feira) eleito "tão somente" vice-presidente do Grupo do Partido Popular Europeu, sendo o único candidato a ultrapassar os 200 votos nesta que é a maior força política do Parlamento Europeu com 279 deputados. Além disso esta é a primeira vez que o PSD tem um vice-presidente do Grupo do PPE.
Tenho "pena" de não ver nenhum dirigente do PS (que por acaso até ganhou as eleições europeias no nosso país) em lugar semelhante dentro do PSE o que prova baixa credibilidade do PS a nível internacional onde a sua demagogia "não cola" e que ficou já bem patente na situação da candidatura do Dr. António Vitorino à Presidênca da Comissão Europeia em que ninguém além do Primeiro Ministro Português de então, o Dr. Durão Barroso, o apoiou, nem mesmo o Presidente do Governo Espanhou que por sinal é o lider do PSOE.

Não fez, não deixou fazer e por fim ainda critica...

Assim caracterizo a atitude da oposição na Câmara Municipal de Lisboa.
É do conhecimento de todos os portugueses que foi ela (a actual oposição PS/PCP) quem geriu os destinos desta câmara até às ultimas eleições autárquicas onde perdeu para a coligação lidaderada pelo Dr. Pedro Santana Lopes (actual Primeiro Ministro que até agora era o Presidente desta Câmara). Não só perdeu por não ter feito o que devia no tempo em que os eleitores lisboetas a legitimaram para o efeito (na pessoa do Dr. João Soares) como teve mau perder e se empenhou em todo este tempo que o Dr. Santana Lopes teve à frente desta Câmara em boicotar o seu trabalho através de uma "política de empate e de bloqueio".
Felizmente é do conhecimento de todos (embora a comunicação social agora tente passar o contrário) o empenho deste autarca em realizar tudo aquilo a que se comprometeu para com o eleitorado. No entanto este foi por diversas vezes impedido de fazer aquilo para com que se comprometeu, não por falta de trabalho, mas por motivos que o ultrapassavam como por exemplo a decisão judicial de parar as obras do tunel do Marquês de Pombal.
Considero por isso injustas as acusações que lhe são feitas, no modo como lhe são feitas, de não ter conseguido concretizar tudo aquilo com que se comprometeu, principalmente por as mesmas acusação serem feitas por aqueles que o impediram incessantemente de concretizar na plenitude o seu compromisso para com o eleitorado.
Fossem todos os autarcas pelo menos como este ex-autarca e a população faria outro juízo da classe política (sem dúvida bem mais positivo).

Moções de Não Censura...

É por todos sabido da intenção do BE bem como a do PCP de apresentarem "Moções de Não Censura" ao Governo suportado pela maioria parlamentar PPD/PSD e CDS-PP. Este termo de "Moção de Não Censura" embora podendo parecer um contra-senso é o melhor para carcterizar a atitude destes dois partidos, pois mais uma vez vão apresentar moções de censura que sabem que serão logo à partida rejeitadas dado o actual quadro parlamentar. Assim sendo só posso concluir que tal atitude visa única e excluvivamente empatar os trabalhos do hemiciclo e gastar o dinheiro do erário público em inutilidades (sim, porque é necessário pagar salários aos deputados bem como os restantes custos inerentes ao funcionamento da Assembleia da República).

terça-feira, julho 13, 2004

Alguém conhece a política económica e financeira do PS???

Até à bem pouco tempo tinha a ideia, bem como todos os portugueses, que a política defendida pelo Partido Socialista era uma política que não tinha a menor preocupação com o respeito devido ao Pacto de Estabilidade e Crescimento e que defendia o desenfreado investimento público a todo o custo ainda que este fosse totalmente desnecessário, desencentivador da livre iniciativa privada, um natural agravador do défice orçamental e que se preocupasse única e exclusivamente em "criar emprego que não trabalho" - o pagamente de salários sem qualquer contrapartida em exigências de produtividade ou de eficiência.

Quando à bem pouco tempo tomá-mos conhecimente da provável (na altura) aceitação do convite feito ao Dr. Durão Barroso (que muito nos deve honrar enquanto portugueses) para o lugar de Presidente da Comissão Europeia e de que o Dr. Pedro Santana Lopes seria o seu provável sucessor no lugar de Primeiro Ministro, subitamente assistimos a uma viragem de discurso do Partido Socialista que anteriormente defendera a supramencionada política de "abrir os cordões à bolsa" (ainda que "a crédito") para um discurso que defende a manutenção da política restritiva que até agora tem sido feita.

Com tudo isto só posso concluir que efectivamente a política económica e financeira do Partido Socialista é a política dos S's por não ter qualquer consistência ou por outras e mais explicitantes palavras "uma não política".

Era uma vez...

Bem o começo é sempre a pior parte para quem o tem de o enfrentar... as primeiras linhas de tudo aquilo que escrevemos são sempre as mais demoradas pois são elas o pico ou a base do iceberg (conforme o estilo discursivo de cada pessoa) em qualquer exposição de racicionio que se pretenda minimamente coerente... Ou por outras e simplificantes palavras esta nossa preocupação pode resumir-se ao provérbio popular: "Aquilo que torto nasce tarde ou nunca se endireita".

Por tudo isto e para começar com o "pé direito", não obstante de este ser um blog de análise política nacional, decidi escolher um texto de Adam Smith para dar cor e sabor a este blog:

"Cada indivíduo esforça-se por aplicar o seu capital de modo a que a sua produção tenha valor máximo. Geralmente não tem intenção de promover o interesse público nem sabe sequer em que medida o está a fomentar. Pretende unicamente a sua segurança, apenas o seu próprio ganho. E assim prossegue, como que levado por uma mão invisível, na consecução de um objectivo que não fazia parte das suas intenções. Na prossecução do seu próprio interesse, promove frequentemente o interesse da sociedade de uma forma mais efectiva do que quando realmente o pretende fazer." (...) "Não é da boa vontade do talhante, do cervejeiro ou do padeiro que esperamos o nosso jantar, mas do cuidado que têm com o seu interesse pessoal".